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Batata Quente

 
 

 

 

 

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A Claudia
convidou-me para participar na brincadeira "Batata Quente".
Temos que citar 5 nomes de livros que já lemos e indicar 5 amigos.
Confesso q ultimamente leio pouco, mas já fui grande leitor, 
devia nomear  os 5 livros q mais me marcaram,
embora não tenha sido fácil uma vez q faltam aqui muitos autores q eu adoro ler,
estilo, Fernando Pessoa e seus  heteronimos, Maria Teresa Horta, Florbela Espanca, Manuel Alegre
e o grande Ary dos Santos, só para citar alguns e não resisti e nomeio 6.
Os livros citados por mim são:
 

A casa dos espiritos

Isabel Allende
 
 
Cem anos de solidão
Gabriel Garcia Marques
 

 
Shogun
James Clavell
 
 
 
20 Poemas de amor e uma canção desesperada
Pablo Neruda

 

 
"Os Lusiadas"
Luis Camões
 
 
Puta de Prisão
Isabel do Carmo e Fernanda Fráguas
 

 

 
 
 
Convido os meus amigos:
 
Cléo Lemes
 
Ametista
 
 
**Ly..**
 
Roberta

 

 

 
 

 

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Escada sem corrimão – David Mourão Ferreira

 
 

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Escada sem corrimão
 

É uma escada em caracol

e que não tem corrimão.

Vai a caminho do Sol,

mas nunca passa do chão.

 

Os degraus quanto mais altos,

mais estragados estão.

Nem sustos nem sobressaltos,

servem sequer de lição.

 

Quem tem medo não a sobe,

quem tem sonhos tambem não.

Há quem chegue a deitar fora,

o lastro do coração.

 

 

Sobe-se numa corrida,

correm-se perigos em vão.

Adivinhaste ? é a vida,

a escada sem corrimão

David Mourão Ferreira

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Golden Lotus ou Foot binding

 
   

 

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Uma vez que parece que o MSN não sabe ou não quer resolver o problema do meu outro blog
(http://dartagnan1955.spaces.live.com/), vou reanimar este meu "filho" um pouco esquecido.

Golden Lotus ou Lótus Dourado

Uma tradição erótica que durou mais de mil anos na China foi o costume de enfaixar os pés de muitas mulheres, começando bem cedo na vida. Raramente era permitido desatar os pés uma vez amarrados. As palavra chave para se manter em mente sobre este assunto são golden lotus e lótus dourado. Isso significa pés enfaixados, envoltos em tiras, apertadíssimas, ou também pés vendados, lacrados, pés atados ou pés amarrados.

Como atestam as fotos, pés transformados por anos e mais anos de tiras de algodão os apertando ao extremo, incessantemente, buscou-se um ideal elusivo… tudo na tentativa de atrair para sí os ‘melhores’ homens da sociedade.

As origens deste costume são incertas mas seu início parece ter ocorrido na Corte Imperial da China muito tempo atrás. Com o passar dos tempos a prática foi se disseminando entre as camadas mais populares da sociedade. O golden lotus chegou até a ser praticado por mulheres camponesas eventualmente, em certos casos, mesmo que a prática não permitia o trabalho físico sem que fosse dispendido um esforço nada menos do que extraordinário.

Os resultados desta prática variavam de pessoa para pessoa mas desde o ponto de vista fisiológico eles se mostravam sempre bastante indesejáveis pois dificultavam a locomoção independente e causavam outros danos físicos incorregíveis. A própria estrutura óssea sofria modificações e traumas irreversíveis.

Os homens (heterossexuais) chineses através dos séculos, maioritariamente, desenvolveram um verdadeiro fascínio e fetiches sexuaies bem específicos em torno do conceito do pés femeninos bem petitizinhos. Então, quanto menores eram os pezinhos das mulheres, mais eles gostavam, tanto melhor… Só para exemplificar, uma das crenças muito comuns entre os homens chineses era a de que uma mulher com pés modificados (deformados) dessarte, desenvolvia lábias vaginais bem mais carnudas e volumptuosas e musculosas – daí um maior prazer sexual para o homem na hora do orgasmo. Assim seguia a linha cultural do prazer sexual masculino.

Tradições à parte, controvérsias, curiosidade, repugnância e demais et céteras à parte, esta prática milenar não deixa de ser um triste comentário às tendências opressoras por parte do sexo masculino sobre a mulher.

Os depoimentos de mulheres idosas sobre os grandes sofrimentos, desde pequenas, suportados pela doce esperança de que um dia ser escolhida por algum homem rico como sua esposa são mesmo muito comoventes.

Muitas vezes os parentes também sofriam muito ao ver alguém nessa condição, especialmente durante os anos de reforma cultural. A situação das mulheres de pés pequenos ficou revertida, de reverenciadas elas passaram a ser vistas como vestígios indesejáveis de um sistema burguês.

Conforme depoimentos, os filhos meninos sofriam muito e ficavam traumatizados para a vida ao ter que ver as suas mães procurando acumular pontos no sistema comunista fazendo trabalho braçal quando mal podiam se locomover fora de casa. Elas freqüentemente eram alvos de chacotas e desdém, de acordo com relatos bem divulgados hoje em dia.

Obviamente não é difícil de se imaginar que esta forte expressão de feminidade máxima e milenar que ocorreu na China também teria causado um certo impacto nos homossexuais daquela civilização.

Mas, resumindo, o footbinding sim esse costume foi praticado por certos homens da China. Especialmente no campo das artes, live performance, e entretenimento. Actores de Ópera Chinesa muitas vezes faziam um tipo parcial de manipulação/controle dos pés.

Existe pelo menos um documentário sobre as últimas mulheres ainda vivas na China que têm pés apequenados. Também, num desses documentários (que passou na TV nos Estados Unidos em 2004) é discutida a prática quase desaparecida dentre certos homens, no caso de atores fazendo o papel de mulher (Dan) em shows de Ópera Chinesa, tratarem seus pés desta maneira.

No início dos anos 1900 a prática de atar os pés e destorcer o seu formato começou a experimentar declínio. Isso veio a ocorrer tanto devido à forças internas como a influências externas, por meio de missionários cristãos pregando o evangelho naquele país. Em 1998 a última fábrica de sapados para pés lótus dourados fechou as suas portas definitivamente.

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Um poema ao jantar

 

 
 
 
 
 
Hoje ao jantar estava inspirado, e saiu-me um poema
( coisa rara ) de alto valor poetico.
Ora vejam:
 
Gosto de ti pk gosto,
gosto de ti pk sim
Gosto de ti pk gosto
Num bazes do pé de mim.
 
Ora digam lá se isto não é poesia do melhor.
ahahahahahahahahah
Depois veio a aposta q eu não era capaz de por isto no blog,
e logo eu q adoro desafios.
Marta tas a pagar ahahahahahah
 
 
 
 
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A Rosa de Hiroxima – VINÍCIUS DE MORAES

 
A Rosa de Hiroxima
 

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

VINÍCIUS DE MORAES
 
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Não há machado que corte

 

 

Livre (não há machado que corte)

 

Não há machado que corte
a raíz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

Carlos Oliveira

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